São Paulo é a segunda maior consumidora de pizza do mundo - De acordo com a Associação Brasileira de Alta Gastronomia, perde apenas para Nova York.
Ao todo, são mais de 365 milhões de pizzas consumidas anualmente, perdendo apenas para Nova York. Se todas fossem colocadas lado a lado, o tamanho da fila seria suficiente para ir e voltar da lua 168 vezes ou uma pilha de todas elas seria o equivalente a 41 Montes Everest.
Donos de uma cultura extremamente poderosa, mas isolados em um país exótico e desconhecido, os italianos se apegaram à culinária como forma de matar as saudades de casa e para manter suas tradições. No início, as pizzas eram vendidas na rua, reproduzindo o modelo italiano: meninos corriam por toda a cidade com estufas de cobre aquecidas.
Historiadores sugerem que as primeiras pizzarias do Brasil foram estabelecidas no bairro Brás, da capital paulistana. Acredita-se que o napoletano Cármino Corvino foi o pioneiro e inaugurou a extinta Cantina Santa Genoveva, localizada na avenida Rangel Pestana, em 1910.
Desde os anos 20, a pizza começou agregar o “jeitinho brasileiro” em suas receitas. Para os gourmands nostálgicos, a pizza tradicional típica da Itália pode ser encontrada na pizzaria mais antiga do Brasil, a Castelões, localizada na rua Jairo Góes, 126, Brás.
Do Egito a São Paulo – A pizza, criação italiana que remonta o século XIX, é resultado de inúmeras receitas ancestrais que poucos conhecem a história. Ela pode ser associada a muitas receitas semelhantes da Antiguidade, com registros históricos na China, Egito, Israel, Turquia, Jerusalém e outros.
Quase todo povo, que conhecia a farinha de seu uso junto ao fogo, misturou-a com água, amassou e colocou o que tina para comer por cima. Acredita-se que a moderna denominação “pizza” vem de “picea”, termo utilizado pelos habitantes das regiões pobres do sul da Itália, mais precisamente de Nápoles.
A partir do século XIX, as pizzas eram muito populares e vendidas como comida de rua aos gritos em barravas ou por ambulantes.
|
Existem controvérsias sobre a primeira do mundo, mas a versão mais aceita é que a primeira foi a Port Alba, em 1830, que tornou-se sinônimo de comida boa e relativamente barata. Simples de fazer e de comer, democrática, versátil, as pizzas começaram ganhar o mundo.
Os italianos, mais intensamente os napoletanos, defendem que para ser chamada de pizza, a receita deve ser seguida à risca. Essa receita é foco de um projeto de lei enviado ao Parlamento Europeu, por obra da Associazione Verace Pizza Napoletana, que institui regras básicas de preparo e é contra a livre influência que essa massa recebe mundo afora.
A internacionalização da pizza fez com que a receita original receba diferentes pitadas culturais. Pizza de pedra, pizza quadrada, calzones, pizza aperitivo, mini-pizza, pizza acompanhada de maionese e catchup, pizza ovo de páscoa sã exemplos clássicos encontrados no Brasil.
Alguns pizzaiolos se animam ainda mais e criam versões um tanto quanto inusitadas como a pizza estrogonofe, com salsicha, com coração de frango e até com mousse de limão.
Fonte: http://vamoscozinhar.uol.com.br/Italia_Segredo/Pizza
|